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8 dicas para gostar de ler




Dicas criadas por Mary Difatto







Prefiro acreditar que a maioria das pessoas, sabendo ou não disso, gostem de ler, e o que as leve a passar longe de um livro, seja a falta de incentivo de qualquer ordem.

Se alguém me perguntar desde quando  gosto de fazer leituras diversas, digo com firmeza que é desde os primeiros anos meus de escolaridade.

E a pergunta de algumas pessoas para mim:

- Você foi estimulada por alguma pessoa  a ler?

Minha resposta:

- Não!

Apesar de pais informados e irmãos aplicados na escola, nunca nenhum deles veio com historinhas infantis ou  mesmo apareceram diante de mim com um livro onde estivessem fazendo uma viagem em alguma ficção.

Meu gosto pela leitura veio espontaneamente, sem peso, forçação de barra... Sempre houve um prazer puro e genuíno de ler, algo que nasceu cedo em mim e me acompanha até hoje.

A partir de experiências pessoais e que captei em pessoas de minhas relações, separei em tópicos, as dicas para gostar de ler. Lembrando que as dicas são para livros de ficção.

Obs.: são apenas ideias, não têm comprovação científica.




8 DICAS PARA GOSTAR DE LER



1) Escolha livros que chamem a atenção de alguma forma


Parece mentira, mas ser infantil na escolha de uma obra de ficção, pode ser o principal formador de leitores vorazes futuros!

Seja bem criança mesmo e deixe a vontade falar mais alto. A opção por uma história pode ser por uma capa legal, letras engraçadas,  ser curto, ter cores preferidas no layout, ser  fácil de carregar na bolsa ou por, simplesmente, o autor ter o mesmo nome que você.

Com o tempo, depois de ler este ou aquele livro por uma escolha infantil, o leitor passa a ser amadurecido o suficiente (se não experiente o bastante), para criar outros critérios.

Mas, para começo, essa é uma grande dica!

Lembre-se que uma das maiores escritoras do país - por que não do mundo? - Clarice Lispector, escolhia livros para ler por terem títulos bonitos. E foi assim que de nome extremamente lindo O lobo da estepe, de Hermann Hesse, entrou para a sua vida e inspirou-lhe o jeito de escrever até o final de estada aqui na Terra...



2) Não leia os clássicos quando ainda não se gosta de ler

Jogaram Machado de Assis no meu colo, quase literalmente, quando eu apenas tinha 13 anos!...

Eu já gostava de ler, é verdade, mas esse meu gostar ainda pertencia à tênue transição da infância para a adolescência, era imatura para não querer recorrer a dicionários a cada palavra "esquisita" que surgisse. E jogaram uma coleção inteira...

Iniciei Memórias Póstumas de Brás Cubas com má vontade e não terminei naquela época. Só na faculdade é que retornei ao primeiro presidente da Academia de Letras e passei a considerá-lo um dos maiores escritores! Li quase a coleção inteira, conseguindo compreendê-lo e apreciá-lo.

Os autores clássicos têm particularidades que nos escapam quando não temos grande experiência como leitor, nem maturidade para galgá-los.



3) Leia em momentos favoráveis


Procure sentar-se em algum lugar calmo e/ou confortável para fazer a leitura. Esteja você mesmo(a) tranquilo, nada de ter coisas na mente que atrapalhem a concentração.

É mais que evidente que o estado emocional ou o local onde estejamos interfere na interpretação do que se esteja lendo, e se a pessoa já não gosta de ler, em ambientes turbulentos, é que não vai gostar mesmo...




4) Não se guie por sugestões de amigos


 Amamos os nossos amigos, eles só querem o nosso bem, porém, vamos ter o bom senso para sabermos que o que é bom para eles, pode não ser apreciável para nós.

Já aconteceu de pessoas indicarem livros que garantiram que eu iria adorar e, quando fui seguir a sugestão, não vi nada de relevante ali.

Isso em se tratando de mim, que ama ler, imagine pessoas que não curtem nem um pouco?

Vá pelo seus próprios critérios (vide dica 1) , que o resultado será bem mais satisfatório.




5) Tenha como meta o prazer da leitura, não a aprendizagem 



Não sejamos tolos em achar que compramos um livro ficcional para aprender alguma coisa.  É o gosto de

uma história bem contada que nos prenderá até o final.

Livros de aprendizagem são os didáticos, os obrigatórios de escola ou - como não citá-los? - os de pesquisa pessoal, aqueles que buscamos numa livraria para desbravar uma temática que queremos adquirir para a sabedoria na vida.

Os de ficção são para entretenimento. Há um contentamento infinito quando começamos na página 1 e quando nos damos  conta, a página 100 chegou sem esforço.

Naturalmente que há muitos livros que unem prazer e aprendizagem - que isso fique claro - mas não é essa busca  que a princípio chega ao pensamento coletivo.

Para se aprender a gostar de ler -  e até para quem já gosta - um livro tem que ser muito gostoso de ser devorado (não no sentido literal, naturalmente...).



6) Não estabeleça metas quantitativas de livros


Para quem já gosta de ler, é maravilhoso dizer com orgulho: "Li 12 livros este ano!"

Mas para quem não gosta, ter que chegar ao fim um número específico de ficções, assemelha-se à tortura,  e o suplício, naturalmente, se converterá em ódio devido à obrigação de terminar a leitura das histórias escolhidas.

Vá lendo o que lhe der na telha. Sem compromisso. Sem esforço algum.

Um bom exemplo disso é uma colega minha na época do Ensino Médio, de turma diferente, que fora obrigada a ler três livros para poder realizar uma prova de Literatura. Não lembro o título de todos, no entanto, basta recordar apenas de um: A droga da obediência, de Pedro Bandeira.

Este livro eu tinha lido uns meses antes e simplesmente adorado!

Ela que não gostava nem um pouco de ler, adivinha qual foi a sua opinião sobre a história?  "Que livro chato! Ai, detestei..."

Obrigação e gostar de ler são coisas que não se afinam...



7) Continue lendo novos livros, mesmo que a maioria que você já leu, tenha sido desagradável


Insistência é uma boa palavra-chave para se gostar de ler. A tendência das pessoas é medir todos por um.

Há livros que "traumatizam" tanto quem não gosta de ler, que a pessoa começa a achar que não existe nenhuma obra digna de ser lida.

Seja perseverante e escolha outras obras, com outros temas, de outros autores, de outras épocas...

Em algum momento, é quase certo de aparecer uma história bem envolvente, que o levará a gostar de ler ou, na pior das hipóteses, ver os livros de maneira mais aceitável.



 8) Não tenha preocupação em gostar de ler


Lembra-se do fator "obrigação"? Exatamente: não se sinta obrigado(a) a gostar de ler!

Existe por toda parte uma maneira um tanto preconceituosa dos leitores mais entusiastas, de olhar por cima aqueles que confessaram não apreciar ler.

Mesmo não parando para pensar, essas pessoas estão fazendo do ato delicioso de ler, uma obrigação!

É ideal que todo mundo faça da leitura um hábito; bons livros sempre abrem portas para uma nova forma de pensar.

Só que, se uma pessoa já começa  a ler, imaginando: "Vou passar a gostar de ler!", alguma coisa dentro dela travará..

Na primeira palavra que não entender, no primeiro parágrafo que a desagradar, na primeira oportunidade de uma chateação que vier, se sentirá desmotivada. Outro pensamento vai surgir: "Eu não nasci para ler. Não tenho esse dom...".


Leia à vontade, sem amarra alguma.
A leitura não é prisão, é liberdade! Parafraseando  de Luís de Camões: "É estar-se preso por vontade".

Sim, grandes textos nos prendem, mas é uma doce prisão, aquela que se alguém nos tirar dela, voltamos correndo para esta aconchegante "cela"...


Eis as dicas!
Torço para que algumas sirvam para quem esteja lendo.
E se alguém que não gosta de ler foi até o fim deste post, é sinal que o que eu escrevi já está começando a cumprir com a função proposta... 


Mary Difatto

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